sexta-feira, 18 de julho de 2014

Copyfight - Cultura Livre em debate de 29 de julho a 1º de agosto na Caixa Cultural Rj






CULTURA LIVRE EM DEBATE NA CAIXA CULTURAL RIO

Em sua quinta edição, ciclo de palestras e oficinas Copyfight traz discussões sobre a propriedade intelectual na arte, tecnologia e sociedade brasileira.



CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 29 de julho a 1º de agosto (de terça a sexta-feira), o ciclo de debates e oficinas Copyfight, que apresenta, em sua quinta edição, novas perspectivas sobre cultura livre. Os compositores Marcelo Yuka e Leoni, o co-fundador da rede de Centro de Mídia Independente (Indymedia) no Brasil, Pablo Ortellado, e Felipe Fonseca, co-fundador da rede MetaReciclagem, são alguns dos convidados do projeto, que tem entrada franca.
Na terça-feira, dia 29, os músicos Leoni e Marcelo Yuka, em conjunto com os pesquisadores Thiago Novaes e Miguel Said, debaterão sobre os desafios atuais do direito autoral em um cenário de crescente compartilhamento por meio de redes, onde a noção de propriedade intelectual encontra-se cada vez mais questionada frente às dinâmicas emergentes de produção colaborativa e anônima.
Na quarta-feira, dia 30, o rapper Dudu de Morro Agudo, criador do Movimento Enraizados, o pesquisador Felipe Fonseca, co-fundador da rede MetaReciclagem, o produtor cultural Jaborandy Yandê, da Rede de Comunicação Indígena Índios Online, e o artista gráfico Pablo Meijueiro, do coletivo Norte Comum, discutirão sobre os desafios e potências da produção cultural no país.
Na quinta-feira, dia 31, os professores Alexandre Mendes, participante da rede internacional Universidade Nômade, João Roberto Lopes, co-fundador e coordenador do Instituto Mais Democracia, e Pablo Ortellado, co-fundador da rede do Centro de Mídia Independente (Indymedia) no Brasil, acompanhados pelo cineasta e radialista Victor Ribeiro, falarão sobre as relações entre cultura livre e o espaço público, abordando as transformações das cidades, no contexto de realização de grandes eventos.
Por fim, na sexta-feira, o professor Giuseppe Cocco, a co-idealizadora do projeto Nuvem, Cinthia Mendonça, o fundador da Rede AfroAmbiental, Aderbal Ashogun, e a pesquisadora Sarita Albagli, autora do livro Geopolítica da biodiversidade, apresentarão um debate original sobre as biotecnologias, tendo como ponto de partida a revalorização dos saberes tradicionais dos povos originários, em oposição aos mecanismos de patenteamento do conhecimento e da natureza pela indústria.

Oficinas:
Durante os quatro dias do evento, será realizada, às 14h, uma oficina de experimentações artísticas e midiáticas com tecnologias livres e abertas. As inscrições antecipadas podem ser feitas pelo site http://copyfight.me/inscricoes/.

Copyfight:
O primeiro encontro foi realizado em 2010, no Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante um seminário, reunindo dezenas de artistas, pesquisadores e produtores para debater temas ligados à crítica da propriedade intelectual na sociedade contemporânea. No ano seguinte, a segunda edição marcou o lançamento de trabalhos sobre os temas que deram origem ao livro Copyfight – Pirataria e Cultura Livre, publicado em 2012 pela editora Azougue.
As atividades do Copyfight são consideradas, hoje, referência nos estudos sobre cultura livre, direito autoral e propriedade intelectual no século XXI, não só no Brasil, como no exterior. A pesquisa de perfil do público mostra ainda dezenas de pessoas interessadas em países como EUA, França, Uruguai, Chile, Itália, entre outros.

Programação:

Terça-feira, 29 de Julho, às 18h30
*Coautores. Um debate aberto sobre autoria, licenciamento e produção cultural em tempos de uploads e downloads.
Debatedores: Leoni, Marcelo Yuka, Thiago Novaes e Miguel Said

Quarta-feira, 30 de Julho, às 18h30
*Redes.br: A cultura digital foi devorada, deglutida e hoje é expressa em uma infinidade de práticas no Brasil. Rumo à descolonização tecnológica e cultural, eis a digitofagia das mídias.
Debatedores: Dudu de Morro Agudo, Felipe Fonseca, Jaborandy Yandê e Pablo Meijueiro

Quinta-feira, 31 de julho, às 18h30
*Mega.eventos: Uma reflexão coletiva sobre transformações urbanas e aproximações entre arte, mídia e política.
Debatedores: Alexandre Mendes, João Roberto Lopes, Pablo Ortellado e Victor Ribeiro.

Sexta-feira, 1º de Agosto, às 18h30
*Bio.tecnologias: Da ciência das erveiras e dos xamãs à construção de ambientes sustentáveis em espaços urbanos e rurais. Quais os desafios para a construção de biotecnologias baseadas na autonomia e em conhecimentos comuns?
Debatedores: Giuseppe Cocco, Cinthia Mendonça, Aderbal Ashogun e Sarita Albagli.

Serviço:
Copyfight - Ciclo de Debates e Oficinas sobre Cultura Livre
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Datas: de 29 de julho a 01 de agosto de 2014 (de terça-feira a sexta-feira)
Horário: às 18h30
Telefone: (21) 3980-3815
Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Ingresso: Entrada Franca - Retirada de senha 1h antes do evento por ordem de chegada
Classificação indicativa: Livre
Oficinas: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Sala Margot, a partir das 14h
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Cida Fernandes & Clóvis Corrêa Assessoria de Comunicação
21] 86243980 | 82897728 | 

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro (RJ)
Wendel Pires (21) 3980-3096/ 3980-4097/ (21) 3980-3096 / 4097

domingo, 13 de julho de 2014

Zeca Pagodinho inaugura nova quadra da Mocidade.

Festa Brasilis 2014
ZECA PAGODINHO - 30 Anos - "Vida que Segue"
Abertura: Grupo Orgulho do Samba; DJ Areas






O cantor e intérprete Zeca Pagodinho continua as comemorações dos seus 30 anos de carreira com show no dia 15 de agosto, sexta-feira, a partir das 22h, pela primeira vez na nova quadra da MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL. 
A 14a edição da FESTA BRASILIS promete agitar o público com o show de um dos artistas mais consagrados da atualidade. O evento, que acontece no Rio de Janeiro desde 2009, sempre apresenta grandes shows da autêntica música brasileira na região. A produção e realização é do trio que faz questão de priorizar o seu trabalho cultural entre Padre Miguel, Bangu e adjacências: Humberto Mello, Leonardo Gama e Ricardo Grigorovski.
No segundo show da temporada de 2014, essa especialíssima edição de agosto, abrirá a noite da Festa Brasiliscom a pista dançante do DJ Ailton Areas, também nos intervalos. Em seguida, apresentação de Zeca Pagodinho, encerrando a noite com o grupo Orgulho do Samba e a Bateria o Existe Mais Quente daMocidade Independente de Padre Miguel.
No repertório do show: “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa), “Diz Que Fui Por Aí” (Zé Keti e Hortênsio Rocha), “O Sol Nascerá” (Cartola e Elton Medeiros), “Mascarada” (Zé Keti e Elton Medeiros), “Aquarela Brasileira” (Silas de Oliveira), entre outras.


Saiba mais sobre o artista www.zecapagodinho.com

Serviço:
15 de agosto, sexta-feira, 22 horas
Festa Brasilis
ZECA PAGODINHO - 30 anos "Vida que Segue"
Abertura: Grupo Orgulho do Samba; DJ Areas
Local: G.R.E.S. Mocidade Independente de Padre Miguel
Endereço: Av. Brasil, 31.146 -  Padre Miguel 
INFORMAÇÕES:
INGRESSOS:
Preço de meia-entrada
pista: 30,00
pista VIP (em frente ao palco): 70,00 Ingressos antecipados:
ingressomais.com.br e lojas South (30 ponto de vendas pelo Grande Rio)
Cartões de créditos - apenas no site ingressosmais.com.br e na quadra da Mocidade.
Faixa etária: 18 anos.
Lotação: 5.000 pessoas
Acesso a cadeirantes
Realização: Agência Urbana  Bola Um  Grupo Araújo 
Apoio: Subúrbio Carioca

Assessoria de Comunicação: Cida Fernandes & Clóvis Corrêa
21. 9 8624-3980; 9 8289-7728 - skype: cidafioravantifernandes

domingo, 25 de maio de 2014

Darlan Soares: Poeta e escritor da favela Vila Vintém lança livro na sede da ONU em NY

Poeta e escritor Darlan de Andrade: da  favela Vila Vintém(Brasil) para Sede da ONU em New York


  • 28 de Maio -  Sede das Organizações das Nações Unidas - ONU
LANÇAMENTO INTERNACIONAL das obras “Pé de Poesias” e “Musa” com participações de poetas e escritores de países lusófonos

  • 4 de Junho -  IAC - International Arts Coalition  - Sarau Literário

Depois de ter o primeiro livro prefaciado pelo acadêmico Antônio Olinto, falecido em 2009, o escritor e poeta carioca Darlan de Andrade terá suas poesias apresentadas nos Estados Unidos.  O lançamento Será no Saguão da ONU - Organizações das Nações Unidas no dia 28 de maio. O escritor lançará seus prróximos livros: "Pé de Poesias" e "Musa" na sua árvore itinerante; vitrine popular do seu trabalho.

Aliás, o "Pé de Poesias", que dá nome ao seu terceiro livro, surgiu de uma conversa do poeta com o amigo e publicitário Marcos Silveira que propôs usar uma árvore morta para pendurar seus livros lançados. Depois de ser cortada pelo poder público, o poeta foi presenteado pelo amigo e artista plástico Clécio Regis com uma árvore cenográfica, onde passou a expor seus livros carregando-a para outros lugares e transformando a “obra de arte” ‘’ na grande atração da região.

Suas obras anteriores "Mar de Nós" e "Árdega"- prefaciada pelo imortal Antônio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, serão reeditadas em versão compacta especialmente para o evento.

Na semana seguinte, no dia 4 de junho, Darlan de Andrade participa de um Sarau Literário no International Arts Coalition, espaço dedicado aos artistas independentes em Nova Iorque. "Nunca imaginei que meu trabalho pudesse sair da favela Vila Vintém e chegar tão longe. Deixei a poesia me levar e aqui vou eu feliz e animado com essa nova porta que se abre" , diz o poeta.

Ambos os eventos foram idealizados pela produtora carioca Rozi Andrade que também tem sua origem em Padre Miguel e mora há 14 anos na cidade americana. Ao conhecer os trabalhos:  "Árdega" e "Mar de Nós", Rozi Andrade resolveu investir no poeta idealizando o projeto para conectar o escritor  a outros universos de cunho literário.

Da mesma Zona Oeste do Rio de Janeio, Rozi Andrade contou com o premiado publicitário Marcos Silveira para fazer a capa de "Pé de Poesias" e Clécio Régis, artista plástico da TV Globo, para  uma nova leitura da árvore cenográfica.  Outro brasileiro, René Nascimento,  artista plástico radicado em NY, famoso por seus traços únicos, criou a capa e as ilustrações para  o livro "Musa".  

SERVIÇO:

Dia 28 de maio, quarta-feira, às 18h30

Noite de autógrafos dos livros "Pé de Poesias", "Musa",´Mar de Nós" e "Árdega" do poeta e escritor brasileiro Darlan de Andrade, nascido na favela carioca Vila Vintém.

SALÃO DA ONU - Organizações das Nações Unidas
United Nations, New York, NY 10017, Estados Unidos
ENTRADA FRANCA


Dia 4 de junho, quarta-feira, às 18h30
Sarau literário para marcar o lançamento dos livros "Pé de Poesias", "Musa",´Mar de Nós" e "Árdega" do poeta e escritor brasileiro Darlan de Andrade.

Além do escritor carioca estarão presentes escritores dos países lusófonos
Internation Arts Coalition
Salâo Vermelho
Endereço: 4 West 43rd St  .   New York- New York
ENTRADA FRANCA

Diogo Nogueira faz show de lançamento do novo cd, Mais Amor, 7 de junho na Festa Brasilis

  • Agência Urbana – Bola Um – Grupo Araújo apresentam:
FESTA BRASILIS • 2014
Centro de Convivência de Padre Miguel | 7 de junho, sábado | 22 h

DIOGO NOGUEIRA


Abertura: Grupo Orgulho do Samba; DJ Areas

Festa Brasilis abre a temporada 2014 com o show de lançamento do cd “Mais Amor” de Diogo Nogueira em homenagem ao Dia dos Namorados.  “Mais Amor” (EMI Music) é o quinto álbum da discografia do artista. No show sambista mostrará músicas inéditas de sua autoria, além de composições criadas especialmente para o disco por alguns dos mais importantes compositores do samba atualmente: como Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Xande de Pilares, Serginho Meriti e Flavinho Silva, entre outros.

O show trará as canções do novo disco: Muito mais além (Diogo Nogueira, Inácio Rios e Rafael Richaid), Beijo na boca (Serginho Meriti e Rodrigo Leite), Desejo me chama (André Renato e Leandro Fab), No sapato (Jorge Aragão, Xande de Pliares e Leandro Fab), Cada dia mais amor(André Renato e Leandro Fab), Partido agarradinho (André Renato e Leandro Fab), e Pra valorizar(Flavinho Silva e Marcelo Xingu). O repertório também apresenta as músicas Lá de Angola (João Nogueira) e Já que tá gostoso deixa (Jorge Santana), em momento do show dedicado ao continente africano, onde o Diogo se apresentou recentemente. Martinho da Vila, grande ídolo de Diogo Nogueira, é homenageado com um pot-pourri de seus clássicos.

A direção musical é de Henrique Garcia, que também toca cavaco, e a banda que acompanha Diogo Nogueira é formada por: Wallace Peres (violão), Fernando Merlino (teclado), Bruno Barreto (coro e banjo), Chico Faria (coro e guitarra), João Faria (baixo), Sandro Santos (bateria), Daniél Félix (percussão), Marcelo Pizzott (percussão), Felippe Donguinha (percussão), Cacau de Castro (surdo), Carlinhos de Castro (pandeiro), Gilson Santos (trompete), Fabiano Segalote (trombone) e Everton Germano (sax e flauta).

O show conta com dançarinos da Cia. de Dança Carlinhos de Jesus, que assina a coreografia do espetáculo. Um cenário com projeções e videografismos foi criado por Zé Carratu especialmente para turnê “Mais Amor"

Diogo Nogueira distribui “Mais Amor

Christina Fuscaldo

Diogo Nogueira aprendeu a amar com a família, formada pelo pai, o grande sambista João Nogueira,e por grandes mulheres: a mãe, a avó, tias e três irmãs mais velhas. Aí vieram os amores da adolescência e da vida adulta – sem falar nas grandes amizades e no amor incondicional dos fãs, que descobriu com o ofício. Agora, com seis anos de estrada e uma carreira consolidada que o coloca no patamar de um dos mais requisitados artistas da música brasileira – com mais de meio milhão de CDs e DVDs vendidos pela EMI e participação em 40 projetos como convidado – o sambista faz uma ode às mulheres em seu quinto álbum, “Mais Amor”, e declara: “O amor nunca vai acabar!”

“O amor faz a diferença em todos os setores da nossa vida, independente de onde ele vem. Eu mesinto muito amado e acho isso maravilhoso. Esse momento da minha carreira é muito especial, com a casa sempre cheia por aqui, com as turnês internacionais e toda essa repercussão. Agradeço às mulheres mais importantes do mundo e às que me criaram”, diz o cantor.

Diogo atribui seu sucesso a elas. No encarte do novo CD, agradece à avó de 92 anos, além de citar mulheres de diferentes épocas e nações e de homenagear a brasileira em toda sua diversidade: “Viva a preta, a branca, a ruiva, a loura, a mameluca, a mulata...”. E, nas linhas e entrelinhas de algumasdas músicas do repertório de “Mais Amor”, o sambista resgata também a camaradagem e exalta grandes parceiros de vida. É o caso de “Pra Valorizar, música de Flavinho Silva e Xingu, que mostraa importância do amor de amigo, de irmão e de pai. A faixa é dedicada ao filho Davi, de 7 anos, e aoenteado Matheus, de 15.  o amor por aquele que o colocou no mundo aparece em “PrimeiroSamba, uma parceria de Serginho Meriti com Fátima Lima, Mi Barroso e Rodrigo Leite que diz: “Abênção do pai / O choro da mãe / Espera que eu vou voltar.

Essa música tem tudo a ver com a história da minha vida. Ela fala que o samba é 'minha missão' eque o samba me salvou! Me identifico muito com e letra. Toda vez que canto fico arrepiado. Ela éuma das que mostram como a família é a base de tudo. Valorizo bastante a minha, revela.

Música de trabalho e a primeira do disco, “Desejo me Chama” é uma declaração de paixão de autoria de André Renato e Leandro Fab, este último já conhecido por compor hits com Seu Jorge. A dupla assina também “Partido Agarradinho” – cujo nome já virou estilo musical e que já tem coreografia da Cia de Dança Carlinhos de Jesus – e “Cada Dia Mais Amor”, a mais romântica do álbum.

A gravação de Diogo para “Quem Vai Chorar Sou Eu” já nasceu hit: com participação de Zeca Pagodinho, a dançante canção de Serginho Meriti e Rodrigo Leite narra um caso de amor, ou melhor, de dois amores. “É um triangulo amoroso e o cara tá desesperado porque não quer largar nenhuma das duas mulheres. O Zeca deu um tempero maravilhoso a esse nosso primeiro encontro em um disco meu. Ele me conhece desde pequeno, e sempre disse que meu pai é um dos maiores intérpretes da música brasileira. Para mim, Zeca também é o cara. Além de grande compositor, canta com aquela divisão que só ele sabe fazer”, diz Diogo.

Coautor dos sambas-enredo da G.R.E.S. Portela por quatro anos consecutivos (2006 a 2009), Diogo Nogueira compõe uma das faixas do disco, “Muito Mais Além”, canção que reapareceu em sua vida quando ele menos esperava. “Voltando de uma gravação, de carona com Inácio Rios, cantarolei uma melodia e ele gravou no telefone celular. Meses depois, me mostrou a letra que escreveu com Raphael Richaid. Tem tudo a ver comigo, com as viagens que faço. Fala sobre estar longe, pensando na família e em voltar para casa.”

“Não Fica de Caô”, de Miguel BD, Romulo Doutor e Felipe Cavaco, é uma brincadeira bem ao estilo carioca de Diogo Nogueira. Divertida e sarcástica, “Carinho Não Pode Faltar”, de Flavinho Silva, vai instigar as mulheres, mas só as bem-humoradas. Regravação do sucesso eternizado na década de 1980 pelo Príncipe do Pagode Reinaldo, “Sonhos” (Santaninha, Baby, Charlinho e Jairo Candido) – assim como “Altos e Baixos” (Andre Renato, Bira Silva e Alessandro Didan) – falam sobre as dificuldades do amor. “Essa música remete aos pagodes que sempre adorei e que faz algumas plateias vibrarem”, comenta Diogo, que este ano fez uma temporada em uma casa de shows da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, e convidou os autores das músicas que gostaria de gravar em “Mais Amor” para mostrar seus trabalhos e, dessa forma, testar a recepção da plateia. “Senti qual era a reação do público a cada canção e comecei a montar o repertório”, diz.

Fã de todos que trouxe para “Mais Amor”, o sambista reúne no disco grandes nomes da nova safra de compositores e da mais experiente também: “Leandro Fab é novo, mas já fez música para vários artistas e André Renato já compôs para o Grupo Revelação e o Fundo de Quintal. Serginho Meriti faz sambas para Zeca, Alcione e muitos outros bambas. 'Beijo na Boca' é dele e fala sobre a mulher que duvida do amor do parceiro apaixonado. E tem o grande Jorge Aragão, de quem gravei 'No Sapato'. Essa música é dele, do Xande de Pilares e do Leandro Fab e é fantástica. É um samba com balanço e um pouco de rap.”

Outro velho amigo de Diogo e grande nome do samba, Arlindo Cruz assina com Babi e Arlindo Neto uma belíssima celebração ao ato de fazer amor. A letra é de uma delicadeza incrível. “Amor não é laiá, laiá / Amor não é lerê, lerê / O amor não pode ser vulgar / O amor não pode se perder”, canta o jovem sambista, que afirma: “O amor está sendo muito banalizado, as canções que a gente escuta por aí não vêm do coração. Esse negócio de 'pega aqui e bota ali' não está com nada. Essa música do Arlindo é uma crítica a isso e um resgate do amor verdadeiro.”

Outro bônus que o disco oferece é a presença de alguns dos maiores músicos do samba. Produzido por Leandro Sapucahy, que gravou ganzá, cuíca, caixa e repinique em algumas faixas, Mais Amor traz, entre muitos outros, o cavaquinista Mauro Diniz e o pianista e arranjador Jota Moraes. Presentes em algumas canções, Gordinho é dos maiores tocadores de surdo do Brasil e Dirceu Leite, um dos grandes nomes dos sopros. Nene Brown pediu licença ao Trio Preto +1 para registrar seu tan tan no álbum de Diogo.

Diogo Nogueira pediu que seus fãs escolhessem a foto da capa do disco através de seu site, comunicando-se com seus perfis nas redes sociais (só sua página no Facebook tem mais de 1 milhão de seguidores). Para não decepcionar quem votou nas outras três imagens que estavam na disputa, o cantor as espalhou pelo encarte. E, para lembrar a quem já esqueceu que Diogo vive o amor em suas várias formas, o cantor vai mais fundo em sua reflexão sobre o tema: “A gente precisa amar o mundo em que vivemos. Temos que dedicar nosso amor também à vida, ao mundo, à cultura... Tudo precisa de amor sempre!”


Sobre Diogo Nogueira

Carioca, nasceu em 26 de abril de 1981, é cantor, compositor e vem de uma nobre linhagem do samba. Filho do saudoso sambista João Nogueira, acostumou-se desde cedo a ser embalado por choros e sambas. João costumava levar Diogo para cantar em seus shows e logo vieram os convites para participar de rodas de samba do Rio, hábito que lhe rendeu respeito e aprovação dos “bambas” da música.

No final de 2005, participou do antológico show realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, comemorando os 40 anos de carreira da cantora Beth Carvalho. Naquela noite, o sambista emocionou a plateia do Municipal ao interpretar "O Poder da Criação".

Em 2007, Diogo Nogueira gravou seu primeiro DVD no Teatro João Caetano (RJ), com clássicos do samba e músicas inéditas, ao lado dos convidados Marcelo D2, Xande de Pilares (Revelação) e o violonista Marcel Powell. CD e DVD foram lançados pela EMI Music no final de 2007, confirmando Diogo Nogueira como a maior revelação do samba de sua geração.

Depois de promover a mistura de samba com rock ao cantar com a cantora Pitty no projeto Estúdio Coca-Cola, Diogo foi um dos indicados ao Prêmio Multishow de Música Brasileira de 2008, na categoria "Revelação". Em novembro do mesmo ano, Diogo participou da festa do Grammy Latino 2008, no Texas (EUA) prêmio que foi indicado na categoria principal, como "Artista Revelação", e ainda fez shows em Los Angeles e San Diego. Em junho de 2009, Diogo voltou aos Estados Unidos, onde fez uma pequena turnê com shows em Miami, Houston, Los Angeles, San Francisco e Newark.

Em junho de 2009, o cantor lançou pela EMI Music o segundo CD de sua carreira, "Tô fazendo a minha parte", onde apresenta músicas inéditas, de sua autoria e de compositores como Chico Buarque, Ivan Lins, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Xande de Pilares, Flavinho Silva, dentre outros.

Em outubro de 2009, Diogo Nogueira se sagrou tetracampeão na G.R.E.S. Portela, co-assinando, pelo quarto ano consecutivo, o samba-enredo da escola de samba do coração da família Nogueira. Tanto em 2007, quanto em 2008, o samba-enredo feito por Diogo recebeu notas máximas de todos os jurados no desfile da Portela.

No dia 23 de julho de 2010, o cantor gravou o segundo DVD de sua discografia, “Sou eu”, no palco do Vivo Rio (RJ), que teve os cinco mil ingressos esgotados na véspera. No show, Diogo Nogueira recebeu a participação especialíssima de Chico Buarque, Ivan Lins, Alcione, Hamilton de Holanda e dos bailarinos da Cia. de dança Carlinhos de Jesus. O CD e DVD “Sou Eu” teve lançamento, pela EMI Music, em novembro de 2010. O DVD alcançou a marca de mais de 100 mil unidades vendidas (DVD de Platina duplo) e o CD bateu a marca de 100 mil unidades (Disco de Ouro).

No final de outubro de 2010, Diogo Nogueira embarcou para a Europa, onde fez a sua primeira turnê pelo continente. O show passou por cidades como Porto e Estoril (Portugal), Torino (Itália), Londres (Inglaterra), Paris (França) e Zurique (Suíça).

Em setembro de 2010, Diogo ganhou o Prêmio VMB da MTV Brasil, na categoria “Melhor artista de MPB”, além de ter concorrido ao melhor clipe do ano, um fato inédito na história da MTV para um clipe de samba. Em novembro do mesmo ano, o cantor ganhou o Grammy Latino, na categoria brasileira de “Melhor Álbum de Samba”, pelo disco “Tô fazendo a minha parte” (EMI Music). Em 2011, mais um álbum do sambista, “Sou Eu” (EMI Music), foi indicado ao Grammy Latino, na categoria “Melhor Álbum de Samba/Pagode”.

Entre junho e julho de 2011, fez sua segunda turnê internacional, que passou pela Europa e pelos Estados Unidos. Diogo levou o seu mais novo show para Londres (no Guanabara), Paris (no Cabaret Sauvage, no Parc La Villette), Chicago (Milennium Park), Nova Iorque (no tradicional Lincoln Center), Los Angeles (no Roxy Theatre, em Hollywood), São Francisco (no Mezaninne) e Miami (Pompano Beach).

A ótima repercussão da tour pela Europa rendeu outros frutos ao sambista. A EMI Music de Portugal fez o lançamento do CD e DVD “Sou Eu” em terras lusitanas, em setembro do mesmo ano, quando Diogo cumpriu uma agenda de divulgação em Lisboa. O cantor voltou ao Brasil para retomar sua intensa agenda de shows, que incluiu uma apresentação no Palco Sunset, do Rock in Rio 2011.

Em novembro de 2011, Diogo fez seu primeiro show, em Havana, Cuba. Na ocasião, o sambista registrou o show e gravou um documentário, com imagens de sua passagem pelo país, seu encontro com os músicos locais e suas impressões de viagem. A apresentação foi no imponente Teatro Karl Marx, que teve a plateia lotada e contou com a participação do grupo cubano Los Van Van. Em janeiro de 2012, Diogo Nogueira embarcou para mais uma tour pelos Estados Unidos, onde se apresentou na tradicional casa SOB (Sounds of Brazil) e no Webster Hall, em Nova Iorque, e na Artisphere (Ballroom), no estado da Virgínia.

Em abril deste mesmo ano, Diogo Nogueira lançou o “Sambabook João Nogueira”, uma homenagem à obra de seu pai, João Nogueira. O projeto conta com dois CDs, DVD, Blu-Ray, um fichário com 60 partituras, além de um livro com uma "discobiografia" trazendo a história do sambista contada através dos seus discos. Diversos artistas participaram das gravações, dentre eles nomes como Djavan, Seu Jorge, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth Carvalho e Alcione.

Ainda em 2012, lançou em agosto o CD e DVD “Diogo Nogueira ao Vivo em Cuba” (EMI Music). O DVD traz o registro do show em Havana, Cuba, além do documentário “DOC.SHOW”, que mescla imagens da apresentação com cenas da passagem do cantor pelo país, seu encontro com os músicos locais e impressões de viagem. No mesmo mês, o cantor fez a estreia da turnê, no palco do Vivo Rio (RJ), com ingressos esgotados. Em setembro, Diogo estreou o show em São Paulo, no HSBC Brasil, também com casa cheia. Desde então, o show vem percorrendo importantes capitais brasileiras, sempre com casas lotadas.

Diogo Nogueira encerrou o ano de 2012 em grande estilo. Um dos mais importantes nomes da nova geração do samba brasileiro, levou seus grandes sucessos para mais de 2 milhões de pessoas, que acompanharam a virada do ano na Praia de Copacabana, um dos mais belos espetáculos da Terra.

Além dos shows, o cantor segue no comando do programa “Samba na Gamboa“ (TV Brasil) onde já entrevistou e cantou com grandes nomes da música, como Jorge Benjor, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, João Bosco, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Roberta Sá, Marcelo D2, Mart’nália, Seu Jorge, Fundo de Quintal, Leci Brandão, dentre muitos outros. Até então, foram mais de cem artistas e mais de 1 mil músicas gravadas.

A discografia de Diogo Nogueira (quatro CDs e três DVDs) registra 600 mil unidades vendidas, querenderam ao cantor quatro Discos de Ouro e dois DVDs de Platina (“Sou Eu” e “Diogo Nogueira - Ao Vivo em Cuba”), sendo um deles de Platina Duplo (“Sou Eu”).


SERVIÇO
FESTA BRASILIS
Dia 7 de junho, sábado, 22 horas
DIOGO NOGUEIRA – “ MAIS AMOR”
Abertura: Grupo Orgulho do Samba | DJ Areas.
Centro de Convivência de Padre Miguel, Rua Francisco Real, 365. Padre Miguel. RJ
Informações e Televendas: 21. 976015127; 971866307.
Ingressos: 
Pista comum: 1º Lote - R$ 25,00
Pista comum: 2º Lote - R$ 30,00
Pista comum: 3º Lote - R$ 35,00
Pista comum: 4º Lote - R$ 40,00
Área Vip: 3º Lote ( frente ao palco, sentado e atendimento exclusivo) - R$ 80,00
Área Vip: 4º Lote ( frente ao palco, sentado e atendimento exclusivo) - R$ 100,00

Camarotes para 20 pessoas: R$ 1.250,00
Frisas para 16 pessoas: R$ 1.000,00
Lotação : 2.000 pessoas.
Faixa Etária : 18 anos

Realização: Agência Urbana – Bola Um – Grupo Araújo
Apoio : Café Três Corações – Subúrbio Carioca – Cenografia Clécio Régis

Assessoria em Comunicação | Cida Fernandes & Clóvis Corrêa | 21. 986243980; 982897728; 24013210 | cidaclf@gmail.com |cloviscorrea1@gmail.com

sábado, 11 de agosto de 2012

DROPS DA MARCIA: AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT



Augusto Frederico Schmidt nasceu no Flamengo, no Rio de Janeiro em 1906, lá falecendo em 1965.
Ainda menino, muda-se com a família para Lausanne, na Suiça, retornando ao Brasil quando do falecimento do pai, em 1916.
Poeta da segunda geração do Modernismo, seus principais livros são: O Galo Branco, Estrela Solitária e Prelúdio à Revolução.
Como todos os homens muito inteligentes, Schmidt tinha múltiplos interesses. Foi presidente do Clube de Regatas Botafogo que, por sua sugestão, se fundiu ao homônimo clube de futebol, resultando no Botafogo de Futebol e Regatas.
Fundou sua própria companhia, a Schmidt Editora, que presidiu durante nove anos, revelando o gênio de Graciliano Ramos, do qual ele lera relatórios, quando este era ainda prefeito de Palmeira dos Índios. Instou o amigo a escrever, publicando posteriormente Caetés (1933). Além disso, editou Gilberto Freyre, Rachel de Queiroz, Lucio Cardoso, Marques Rebelo, Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa, Jorge Amado, entre outros.
Empreendedor, Schmidt foi um dos fundadores do primeiro supermercado brasileiro, o Disco.
Foi também sócio majoritário da ORQUIMA, precursora da energia nuclear no Brasil, em 1975 incorporada pela Nuclebrás.
Amigo pessoal de Juscelino, durante anos foi seu ghost-writer, escrevendo inúmeros discursos do presidente e é dele o famoso slogan: 50 anos em 5, que caracterizou a era Kubitschek.
Uma de suas ideias à época foi a criação da Operação Pan-Americana, primeiro grande plano de ajuda aos países da América Latina, que inspiraria a Aliança para o Progresso, do governo Kennedy e, posteriormente a criação do BIRD.
Ao morrer, vítima de um ataque cardíaco, já havia publicado mais de trinta livros, entre prosa e poesia, além de milhares de artigos espalhados em diversos jornais e revistas da época.
Vale a pena ler Augusto Frederico Schmidt.
by.marcianeves@gmail.com


Agora, três belos poemas de Augusto Frederico Schmidt:


Lembrança 

Todos os que estão neste cinema agora,
Neste cinema alegre,
Um dia hão de morrer também:
Nos cabides as roupas dos mortos penderão tristemente. 

Os olhos de todos os que assistem as fitas agora,
Se fecharão um dia trágica e dolorosamente.
E todos os homens medíocres se elevarão no mistério doloroso da morte.
Todos um dia partirão — mesmo os que têm mais apego às coisas do mundo:
Os abastados e risonhos
Os estáveis na vida
Os namorados felizes
As crianças que procuram compreender —
Todos hão de derramar a última lágrima.

No entanto parece que os freqüentadores deste cinema
Estão perfeitamente deslembrados de que terão de morrer
— Porque em toda a sala escura há um grande ritmo de esquecimento e equilíbrio.


Soneto a Camões

As tuas mágoas de amor, teus sentimentos
Diante das leis que regem nossas vidas,
Desses fados que dão e logo tiram,
E a que estamos escravos e sujeitos.

As tuas dores de amar sem ser amado,
De procurar um bem que não se alcança,
E no canto clamar desesperado
Pelo que nunca vem quando se busca 

Poeta de enamoradas impossíveis
E que num negro amor desalteraste
Essa sede de amar dura e terrível,

As tuas mágoas de amor, tuas fundas queixas,
Como uma fonte ficarão chorando
Dentro da língua que tornaste eterna



Vazio

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente as casas,
Os bondes, os automóveis, as pessoas,
Os fios telegráficos estendidos,
No céu os anúncios luminosos.

A poesia fugiu do mundo.
O amor fugiu do mundo —
Restam somente os homens,
Pequeninos, apressados, egoístas e inúteis.
Resta a vida que é preciso viver.
Resta a volúpia que é preciso matar.
Resta a necessidade de poesia, que é preciso contentar